quarta-feira, junho 01, 2016

Mire alto, mire no alto!

     "Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra". Cl. 3:2
     Podemos viver por muitos anos e nunca nos acostumaremos com a grandeza do céu. Sua formosura, seu azul fazendo contraste com as nuvens brancas e o laranja refletido pelo sol que se põe. Nós sabemos exatamente o que encontrar quando olhamos para o céu, pois ele não muda. Ele nunca é desfeito e refeito, mas permanece sempre o mesmo. Assim como Deus, "em quem não pode existir variação ou sombra de mudança (Tg. 1:17). 
    Tão diferente de nosso mundo! Ruas nascem e morrem, casas são desmoronadas, prédios entram no lugar. O asfalto já precisa ser recapado e a direção das ruas é alterada com frequência. 
    Assim, é sábio acolher ao conselho de Deus através do apóstolo em pensar e buscar as coisas do alto. Sabemos que podemos colocar todas as nossas expectativas em Deus, e Ele sempre as suprirá além do que poderíamos imaginar. Já aqui, não importa em qual lugar coloquemos nossos olhos, certamente ficaremos frustrados.
    Lembramos que nosso chamado primeiro é o de viver em comunhão com nosso Deus (1Jo.1:3). E dessa comunhão, como em efeito cascata, todas as demais coisas são ordenadas, ajustadas, dirigidas. Mas tudo começa pela comunhão, entre nós e Ele. Ou entre Ele e nós. Logo, nosso esforço deve ser o de priorizar buscar a Sua presença, a Sua face, a Sua voz. Não em vão o escritor de Hebreus declara: "Esforcemo-nos, pois por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia..." (Hb.4:11). Portanto, devemos colocar nosso empenho na diligente busca a descanso em Deus. 

     Gosto de uma frase de David Wilkerson, declarando: - desenhe um círculo apertado, e coloque a Deus dentro desse círculo. Enfim, ajustemos nossa vida de acordo com a máxima centralidade e prioridade da busca a Deus. Sejamos rigorosamente seletivos em nossa seleção de atividades e prioridades. Não permitamos que a serpente entre em nosso jardim de comunhão para nos envenenar com a incredulidade, rebeldia e insegurança. Sejamos guardadores da fé, mantenedores da chama da comunhão, proclamadores da vida de Cristo que habita em nós. Deixemos Deus se derramar dessa comunhão aos povos, o bom perfume de Cristo exalar o cheiro de vida para os que aguardam a salvação. Deus certamente nos honrará com Sua presença, Sua glória e poder!

terça-feira, maio 31, 2016

Comunhão

   
     O mundo se relaciona. Deus quer comunhão. Comunhão é uma relação que envolve unidade, e não conhecimento apenas. Não se trata somente de uma troca de informações, mas da constante manifestação de amor, carinho, perdão, confiança e segurança de uma relação sólida, inquebrável e eterna. 
     A comunhão tem tudo a ver com passar o tempo juntos – não há pressa. Também em seu fundamento não encontraremos a obrigação como uma de suas bases. Antes, pelo contrário, na comunhão há muita liberdade: liberdade de rir, chorar, perguntar, perguntar de novo, cantar, dançar e pular. O temor é um amigo valioso para aqueles que querem viver em comunhão com Deus: Considerá-Lo em todos os nossos caminhos, levando à Sua presença mediante oração cada desejo, confissão e sonho, não colocando resistência quando as coisas não saírem como desejamos que saiam, porém nos deixando descansar em Seus tenros e poderosos braços infalíveis.
     Só na comunhão chegaremos ao colo de Deus e perceberemos a presença de Seu Santo Espírito Consolador. É estando envolto a esta irresistível unção onde seremos lembrados que nossos pecados já foram perdoados e estão cobertos pelo precioso sangue do Cordeiro Jesus e que nossa justiça própria é um fardo que não precisamos mais carregar. 
     Viver em comunhão é experimentar viver por fé, não sendo guiados pelo mundo e nem tendo que preocupar-nos com as instabilidades e gemidos multiplicados última hora. É ser sustentado no deserto, é estar aqui hoje e amanhã em outro lugar, e é ter uma família grande, muito grande! 
     Na comunhão descobriremos que todas as respostas, todos os sonhos, todos os rios correm para uma mesma direção: o Senhor, nosso Deus. Ele é suficiente, nossa melhor porção, nossa melhor parte. Na presença dele somos somente filhos, não somos encargos ou títulos, nem nos destacamos por obras ou sabedoria terrena. E será em Sua presença que nos descobriremos como simplesmente, porém poderosamente amados.
    “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de Deus Filho Jesus Cristo, nosso Senhor”. 1 Co. 1:9
    “O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o Seu Filho, Jesus Cristo. Estas coisas, pois, vos escrevemos PARA QUE A NOSSA ALEGRIA SEJA COMPLETA.” 1 Jo. 1:3-4.

segunda-feira, maio 30, 2016

Olhos secos

  A mornidão é a acomodação, o apreço pelo conforto, a desistência da auto-renúncia, o amor ao mundo e às coisas do mundo. É ser indiferente a Deus e ao próximo, é viver para si e não para o Reino de Deus (embora haja confissão de fé), é falar e não viver, é julgar e não amar. É saber, mas não praticar, é ser de boa retórica, mas de pouca eficácia. Tal comportamento produzirá incredulidade, obras da carne, medo, ansiedade, dureza de coração, independência, desconfiança, falta de vida no corpo, falta de abertura de vida. As consequências são piores, como mente cauterizada, soberba e presunção, e, por fim, apostasia (negação da fé em Jesus).   
   
     Jesus fala sobre mornidão. Em suas palavras, mornidão quer dizer simplesmente “nem frio, nem quente” (Ap. 3:15). É o retrato da indiferença. E talvez por isso o Senhor tenha uma posição tão severa quanto ao morno: “Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (3:16).
     Precisamos combater a mornidão tendo uma posição radical quanto ao bloqueio de nossa qualidade de vida espiritual, vivendo com todo temor e reverência a Deus, totalmente entregues à proposta de vida que Ele nos apresenta. Precisamos ousar em oração, dando lugar à intrepidez em fé no lugar da covardia apática. Precisamos buscar a Deus de todo o coração e não parcialmente, nos entregando ao jejum e ao tempo de qualidade no quarto diante do Senhor. Não podemos permitir que a força do sistema roube nossa posição em Cristo! A multiplicação do conhecimento não pode tirar o lugar preparado para nossos joelhos diante do nosso Deus. Devemos driblar o brilho do conhecimento teórico sobre as coisas de Deus e ir para o lugar onde experimentamos a presença de Deus. Devemos ser “nada” para que Ele seja “tudo”. Devemos dar tudo para que não fique nada de fora!
     Assim, amados, todo o esforço para buscarmos a Deus é importante. Toda renúncia é bem vista por Ele, todo preço de “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” conta a nosso favor.
     Deus é quente, e quanto mais nos aproximarmos dele, mais quentes estaremos, mais fervorosos ficaremos, mais sensíveis estaremos, mais espirituais nós seremos, mais milagres manifestaremos, maior glória virá!!!! Ele está comprometido com isto.


Que Deus queime Seu fogo santo em nossas vidas.

segunda-feira, maio 23, 2016

Orar

    "Orai sem cessar". 1 Ts. 5:17

     Não encontrarmos qualquer garantia de que Deus vá operar em circunstâncias aonde não se pratica a oração. Mas aonde existe oração, alguma coisa vai acontecer.

     Há centenas de promessas para aquele que ora. Talvez, a principal de todas é a de que será ouvido por Deus. E Deus não apenas ouve, como também vê, conforme o ensino de Jesus em Mateus 6:6:  o "Pai que vê em secreto, te recompensará". 

     Deus aprecia muito esse tempo de intimidade. Aprecia tanto, que em determinados momentos nos permite estar em situações onde TUDO o que nos resta é a oração. A aparente trágica perda de nossa mobilidade nos levará para o lugar mais precioso: os braços de nosso Pai. Ali não apenas obteremos o retorno de nossas petições, como conheceremos Seu coração amoroso, perdoador, bondoso, fiel, misericordioso. No começo ficaremos inquietos e ansiosos. Depois entraremos mais profundamente nesse lugar de amor, que é a verdadeira sala dos tesouros, que Jesus chama de "quarto". E aí já não desejaremos sair.

     Fomos restaurados, redimidos e remidos para um propósito muito bem esclarecido: a comunhão com Deus. Logo, a maior motivação de Deus sempre é nos levar para onde Ele está. Muito acima da obra que devemos realizar, a principal obra somos nós mesmos, através de uma vida de comunhão e amizade com Deus. Assim, de que outra forma conheceremos o coração de Deus se não nos apresentarmos diariamente a Ele em oração? 

Além disso, se não oramos, pensamos. E se pensarmos muito, não dependeremos de Deus, mas de nossos pensamentos. E sabemos que nossos pensamentos não são a fonte mais confiável para conduzir nossa própria vida, pois o coração do homem é enganoso (Jr. 17:9). Em sintonia com isto, devemos também considerar em temor as palavras de nosso Jesus ao nos ensinar ao orar. Ele disse "Pedi, e dar-se-vos-á, buscai, e achareis. Batei e abrir-se-vos-á". Sobre este ponto, existe hoje um entendimento errado sobre o pedir. Frequentemente as pessoas dizem que não se atrevem a fazer muitos pedidos a Deus por já ter recebido muito. Tal pensamento está muito longe de ser correto, uma vez que não pedir a Deus é uma grande manifestação de independência. Pode aparentar humildade, mas no fundo, o efeito desta atitude é exatamente o contrário, pois o não pedir a Deus nos deixará expostos ao território do orgulho. 

Portanto, podemos nos achegar confiadamente junto ao trono da graça (Hb. 4:16) com nosso clamor, oração, exaltação, petição, gratidão e intercessão. Deus sabe o que fazer com aquilo que apresentamos diante dele, e também nos revelará Seu coração! Vamos desfrutar da melhor parte, joelhos no chão e coração na sala do trono de Deus!!!!


quinta-feira, novembro 12, 2015

O deserto (parte 2)

             
As feras do deserto e suas vozes
“onde permaneceu quarenta dias, sendo tentado por Satanás; estava com as feras, mas os anjos o serviam” – Mc.1:13).
Algo nos será revelado com muita força no período do deserto: a nossa fraqueza. Perceberemos que toda força se foi, que toda convicção já não é tão convicta assim e que as promessas parecerão estar perdidas em algum lugar do passado. Satanás sabe disto, e por esta razão procurará empenhar-se com seus servos para nos afastar do caminho do Senhor, nos propondo a desistir, nos acusando, expondo diante de nós mesmos nossos próprios defeitos e pecados cometidos, mentindo de que somos rejeitados por Deus. –“Se és filho de Deus, porque estás passando por isto? Será que és filho de Deus mesmo? Deus te abandonou, te rejeitou! Tu estás nesta situação por que a medida dos teus pecados te alcançou. Olha onde tuas boas intenções te levaram”! – são algumas das falas que os demônios lançam sobre nós nesta hora: são as feras do deserto.
Felizmente, o carinho de Deus abrange e alcança também este período desértico e parte do Seu plano é nos levar a identificar e conhecer com nitidez à Sua voz: “Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz; mas de nenhum modo seguirão o estranho, porque não conhecem a voz dos estranhos”. João 10:4-5 E uma vez que reconheçamos a voz de nosso Senhor, nunca mais duvidaremos de Seu amor por nós, seja no deserto, seja nos vales. Teremos convicção constante do amor e cuidado de Deus, independentemente da circunstância que estivermos atravessando.


      Deus se revela como Única Fonte de suprimento
O deserto é um lugar muito quente e desagradável para carne. Ao entrar nele, tudo o que se deseja é o Oásis, o lugar de descanso. Lá descobriremos novamente que nossa verdadeira e única fonte de descanso é o Senhor. Ficaremos isolados de toda e qualquer possibilidade, e só teremos a opção de ir até Ele. E de nossas necessidades extremas Deus gerará intimidade. Deste modo, Seu bom coração nos será revelado.

      Deixando pesos, trocando os valores, nos esvaziando
Em primeiro lugar, vamos notar que entraremos no deserto com excesso de volume. No entanto, logo descobriremos que os pesos e o deserto não combinam. Não nos moveremos enquanto não deixarmos para trás esta bagagem pesada. Falta de perdão, falta de pedir perdão e mistura são tipos de peso que vamos identificar no deserto, e que iremos nos livrar. Assim, começaremos a pedir perdão ao Senhor por valores errados e pensamentos incorretos que se arraigaram dentro de nosso coração. Liberaremos perdão a qualquer pessoa que nos feriu, caso ainda não tenhamos feito, e também nos reconciliaremos com quem precisávamos nos reconciliar. Em segundo lugar, o brilho do mundo se apagará diante da glória de Deus que encontraremos no deserto. Na cidade queremos mais e mais coisas e nosso coração cobiça o tempo todo, comprando, adquirindo, sonhando. Mas no deserto, perceberemos o valor daquilo que é fundamental. Na cidade qualquer comida e bebida servem. No deserto, estaremos sedentos da água pura e cristalina. Estará acontecendo o processo de esvaziamento. O Espírito Santo nos dará vitória sobre nossas tentações e fraquezas, e sobre aquilo que nos dominava, bem como as cobiças que vinham rondando nosso coração.
 Deixaremos o supérfluo e nos concentraremos em desejar apenas água e pão. Deus, e apenas Ele será suficiente. Que diferença são os valores que enxergaremos no deserto em contraste com os valores encontrados em nossa sociedade! Jesus disse: “Aquele que tem sede venha, e quem quiser, receba de graça a água da vida” (Ap. 22:17).

      Objetivo alcançado!

A intenção de Deus, muito longe de nos punir, é fortalecer e consolidar a nossa comunhão com Ele, nos guiando por uma caminhada de maior confiança e fé na Sua pessoa. O propósito de nossa salvação foi restaurar nossa comunhão (1Co.1.9). Portanto, Deus irá trabalhar ao longo de nossa vida inteira para que cheguemos à plenitude dessa comunhão. E o deserto está inserido no processo da santificação. Sabemos que ele não é um lugar agradável e adequado para estar, mas ele produz temor. E sabemos que “a intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais Ele dará a conhecer a Sua aliança” (Sl. 25:14).

É impossível passar pelo deserto e não ser transformado! Agora é seguir em frente para os novos desafios que Deus nos confiará!